O Dia Internacional da Pessoa Idosa: o que significa essa data e por que ela é tão importante?
- Administrativo Nandare
- 1 de out. de 2025
- 3 min de leitura
O Dia Internacional da Pessoa Idosa, celebrado em 1º de outubro, foi instituído pela Organização das Nações Unidas em 1991. A data é um marco de conscientização sobre os desafios e oportunidades do envelhecimento em escala global. Mais do que uma homenagem, o dia representa um chamado à reflexão: como garantir que o aumento da longevidade esteja acompanhado de qualidade de vida, respeito e dignidade?
No Brasil, esse debate ganha contornos ainda mais relevantes. A população com 60 anos ou mais já ultrapassa os 30 milhões de pessoas, segundo o IBGE, e deve dobrar até 2050. Essa mudança demográfica traz impactos para a saúde, a economia, a convivência social e as políticas públicas. Por isso, o dia 1º de outubro é uma oportunidade para reafirmar direitos e lembrar que envelhecer bem é uma conquista coletiva.
Origem e propósito da data
Criado pela ONU, o Dia Internacional da Pessoa Idosa surgiu da necessidade de ampliar o debate sobre o envelhecimento e de propor uma agenda global de políticas voltadas para essa população. O propósito é duplo:
Valorizar a contribuição das pessoas mais velhas em todas as esferas da sociedade;
Chamar atenção para os desafios relacionados à saúde, ao cuidado, à inclusão e à garantia de direitos.
O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial. Em países como o Brasil, a transição demográfica é rápida: em poucas décadas, passamos de um país predominantemente jovem para um país em que a longevidade é regra. Esse processo reforça a urgência de pensar em estratégias para que o aumento da expectativa de vida venha acompanhado de condições dignas de existência.

Direitos assegurados à pessoa idosa
No Brasil, o Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003) consolidou um conjunto de garantias fundamentais. Entre os principais direitos previstos estão:
Saúde integral e preventiva: acesso a consultas, exames, medicamentos, reabilitação e ações de promoção da saúde.
Prioridade em serviços: atendimento preferencial em órgãos públicos, privados, transportes e processos judiciais.
Mobilidade e acessibilidade: ambientes adaptados, transporte gratuito em sistemas públicos urbanos e semiurbanos, além de vagas preferenciais.
Participação social, cultural e educacional: incentivo à inclusão em atividades de lazer, educação continuada e vida comunitária.
Proteção contra violência e negligência: medidas legais e canais de denúncia (como o Disque 100) para prevenir maus-tratos físicos, psicológicos, financeiros ou institucionais.
Apesar dos avanços, muitos desses direitos ainda não são plenamente cumpridos na prática. A informação, a mobilização social e a fiscalização são ferramentas essenciais para transformá-los em realidade cotidiana.
O papel da sociedade e das instituições
Garantir os direitos das pessoas idosas não é responsabilidade exclusiva do Estado. É uma construção coletiva, que envolve famílias, comunidades, empresas e organizações da sociedade civil.
No âmbito familiar, apoiar a autonomia e respeitar as escolhas são atitudes fundamentais. Estimular a participação em atividades, respeitar prioridades legais e valorizar a história de vida são formas simples de fortalecer a dignidade.
Na comunidade, criar espaços de convivência, promover atividades intergeracionais e incentivar o aprendizado contínuo favorece o envelhecimento ativo.
Nas políticas públicas, é urgente investir em saúde preventiva, acessibilidade urbana, moradia adequada e serviços de longo prazo para quem precisa de cuidados.
Em instituições como a Nandarê, o compromisso é oferecer programas que integram corpo, mente e relações sociais, promovendo longevidade ativa e disseminando conhecimento sobre direitos e qualidade de vida.
Conclusão
Envelhecer é um processo natural e contínuo que nos acompanha desde o nascimento, conduzindo-nos por diferentes etapas da vida até a longevidade. Cada fase traz aprendizados, desafios e oportunidades de crescimento, e é nesse movimento que construímos nossa história.
Ao reconhecer o envelhecimento como parte essencial da existência humana, podemos adotar hábitos que nos permitam viver com mais saúde, autonomia e dignidade. O Dia Internacional da Pessoa Idosa nos lembra que longevidade não é apenas viver mais tempo, mas sim buscar viver bem, com direitos garantidos, vínculos sociais fortalecidos e qualidade de vida em todas as etapas do caminho.
Na Nandarê, acreditamos que envelhecer bem é possível quando unimos escolhas individuais saudáveis, redes de apoio e uma sociedade comprometida com a dignidade.
Referências
BRASIL. Estatuto da Pessoa Idosa: Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto da Pessoa Idosa e dá outras providências. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 3 out. 2003. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/centrais-de-conteudo/pessoa-idosa/estatuto-da-pessoa-idosa.pdf/view. Acesso em: 29 set. 2025.
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pirâmide etária. Educa – Jovens. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/populacao/18318-piramide-etaria.html. Acesso em: 29 set. 2025.
ONU – Organização das Nações Unidas. International Day of Older Persons – 1 October. United Nations, 1991. Disponível em: https://www.un.org/en/observances/older-persons-day. Acesso em: 29 set. 2025.
Redigido por
Sandy Nonaka - Estagiária em Gerontologia
Revisado por
Audrey Ricetto - Gerontóloga



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