Prevenção de quedas em idosos: além dos tapetes
Retirar um tapete solto é uma medida útil, mas a prevenção de quedas em idosos precisa considerar também a pessoa que circula pela casa. Força, equilíbrio, visão, medicamentos e condições de saúde podem influenciar o risco de cair.
O cuidado deve olhar para o ambiente e para a capacidade de realizar as atividades do dia a dia.

Comece pelos trajetos mais usados
Observe o caminho entre a cama e o banheiro, a entrada de casa e os locais onde a pessoa costuma sentar. Há objetos no chão? A iluminação é suficiente? Algum móvel serve de apoio improvisado e pode se mover?
Revise obstáculos, superfícies escorregadias e calçados. Adaptações como barras de apoio precisam de instalação adequada; não basta usar um suporte que pareça resistente.
Convide a pessoa a participar dessa revisão. Pergunte onde sente insegurança e quais mudanças considera úteis. Uma casa segura também deve permitir que ela continue fazendo aquilo que valoriza.
Medo de cair merece atenção
Se alguém passou a evitar sair ou precisa se segurar nos móveis para andar, vale investigar. O medo de cair pode limitar a rotina, mesmo quando não houve uma queda recente.
Em vez de simplesmente dizer “então não saia mais”, procure entender o que torna aquela atividade insegura. O plano pode envolver avaliação de saúde, exercícios orientados e mudanças no ambiente.
Quedas repetidas precisam ser investigadas
Não considere quedas frequentes como uma consequência inevitável da idade. Informe ao profissional quando aconteceram, o que a pessoa estava fazendo e se houve tontura, perda de consciência ou dificuldade para se levantar.
Depois de uma queda, dor intensa, deformidade, incapacidade de apoiar um membro, desmaio ou alteração do estado mental exigem atendimento imediato. Batida na cabeça também merece atenção, especialmente em quem utiliza anticoagulantes.
Qual é o papel dos exercícios?
Programas orientados podem trabalhar força, equilíbrio e mobilidade. A escolha dos exercícios e dos apoios necessários deve considerar o risco individual. Quem apresenta instabilidade não deve reproduzir sozinho desafios de equilíbrio vistos em vídeos.
Também é importante revisar fatores clínicos e medicamentos com os profissionais responsáveis. Não suspenda remédios por conta própria.
Prevenção com foco na autonomia
Na Nandarê, em São Paulo, o cuidado com a longevidade inclui atenção à força e à independência. Uma conversa inicial ajuda a entender as dificuldades atuais e qual acompanhamento pode fazer sentido.
Perguntas frequentes
Preciso esperar a primeira queda?
Não. Instabilidade e medo de cair já merecem atenção.
Deixar de caminhar resolve o problema?
Restringir a rotina sem avaliação não trata as causas da insegurança. O plano deve buscar segurança e participação.




Comentários