top of page
Buscar

Diagnóstico de demência: como é a investigação e o que fazer depois

há 11 minutos
3 min de leitura
Idosa e filha em consulta médica, ouvindo atentamente a explicação do profissional

Receber a notícia de que uma pessoa querida tem demência é um momento de medo e de muitas dúvidas. Antes dele, existe um processo de investigação que busca entender o que está acontecendo, e, depois dele, uma fase de organização que pode melhorar muito a qualidade de vida de todos.

Conhecer cada etapa ajuda a reduzir a ansiedade e a tomar decisões com mais segurança.

“E agora? O que muda depois do diagnóstico?”

Demência é uma síndrome, com várias causas

Demência é o nome dado a um conjunto de sintomas que afeta a memória, o raciocínio, o comportamento e a autonomia. Suas causas incluem a doença de Alzheimer, a demência vascular, a demência com corpos de Lewy e a demência frontotemporal, entre outras. Cada uma tem características e cuidados próprios.

Como é feita a investigação

  • Conversa detalhada, com a pessoa e com alguém próximo, sobre o início e a evolução dos sintomas.

  • Exame clínico e neurológico, com revisão de medicamentos e de outras doenças.

  • Avaliação cognitiva, com testes de memória, atenção, linguagem e funções executivas, às vezes com neuropsicólogo.

  • Avaliação do humor, pois depressão pode se confundir com demência.

  • Exames de sangue, para investigar causas tratáveis, como alterações da tireoide e deficiência de vitamina B12.

  • Exames de imagem, como ressonância ou tomografia do cérebro, e outros exames quando necessário.

Depois do diagnóstico: o que organizar

  1. Entender a doença. Peça explicações claras ao médico e anote as dúvidas.

  2. Definir o plano de cuidado, com tratamento adequado, acompanhamento regular e estímulo cognitivo e físico.

  3. Garantir a segurança: fogão, escadas, medicamentos, direção de veículos e dinheiro.

  4. Planejar o futuro cedo, com a participação da pessoa: procurações, documentos, preferências de cuidado e questões financeiras.

  5. Organizar a rede de apoio: divisão de tarefas, possível cuidador e pausas para a família.

  6. Cuidar de quem cuida, com acompanhamento emocional e grupos de apoio.

A pessoa continua sendo a mesma

Mesmo com as perdas, a pessoa mantém sua história, seus gostos e sua dignidade. Atividades de que ela gosta, música, convívio e rotina previsível ajudam muito. O diagnóstico não é o fim do cuidado: é o começo de um cuidado mais direcionado.

Mulher idosa acompanhada da família em consulta

Onde a Nandarê entra

O Descobrindo Minha Saúde, avaliação em 12 dimensões que inclui a cognição e a capacidade funcional, oferece um retrato amplo da pessoa e contribui para a investigação conduzida pelo médico.

A Experiência Nandarê, com atividades em grupo e orientação profissional, ajuda a manter a pessoa ativa e conectada, e a orientar a família em cada fase.

Com informação, o caminho fica mais leve

Entender o diagnóstico, planejar com antecedência e cuidar da família como um todo faz grande diferença na jornada.

Converse com a equipe da Nandarê e receba orientação para os próximos passos.

Perguntas frequentes sobre demência

Demência e Alzheimer são a mesma coisa?

Não. Demência é a síndrome, e o Alzheimer é a causa mais comum entre várias possíveis.

Existe cura?

Para a maioria das demências, ainda não. Há tratamentos e estratégias que ajudam a controlar sintomas e a preservar a qualidade de vida.

Quem deve fazer o diagnóstico?

Geralmente, médicos geriatras, neurologistas ou psiquiatras, com apoio de outros profissionais, como neuropsicólogos.

A pessoa deve saber do diagnóstico?

Em geral, sim, com uma conversa cuidadosa e adaptada. Isso respeita a autonomia e permite que ela participe das decisões.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page