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Síndrome do Pôr do Sol: entendendo os efeitos no dia a dia

Olá, leitor(a)! Como você está? Você já ouviu falar na síndrome do pôr do sol? Esse fenômeno, também conhecido pelo termo em inglês sundowning, é comum em pessoas idosas que convivem com doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e outros tipos de demência. Ele costuma se manifestar no final da tarde ou início da noite, quando os sintomas de agitação, confusão e irritabilidade se intensificam.


Sabemos que acompanhar um familiar com Alzheimer ou outras demências é uma caminhada que traz muitas mudanças, por isso, queremos te manter informado para continuar uma caminhada de cuidado com conhecimento e amor.


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O que acontece no pôr do sol?


Durante esse período do dia, o corpo passa por mudanças naturais no ritmo biológico, como a diminuição da luz e a preparação para o descanso. Em pessoas saudáveis, isso acontece de forma tranquila. Porém, em idosos com fragilidades cognitivas, essa transição pode gerar desorientação, ansiedade, inquietação e até comportamentos mais agressivos.


As causas ainda não são totalmente compreendidas, mas fatores como alterações de luz, cansaço acumulado, mudanças no ritmo natural do corpo ou questões relacionadas a medicamentos podem contribuir para a ocorrência da síndrome.


Principais efeitos da síndrome do pôr do sol


  • Alterações de humor: aumento da irritabilidade, ansiedade ou tristeza.

  • Confusão mental: maior dificuldade para reconhecer pessoas, locais ou situações familiares.

  • Agitação e inquietação: andar de um lado para o outro, repetir perguntas ou movimentos.

  • Distúrbios do sono: dificuldade para dormir ou inversão do ciclo entre dia e noite.

  • Comportamentos desafiadores: em alguns casos, resistência ao cuidado ou episódios de agressividade.


Impacto na família e cuidadores


A síndrome do pôr do sol pode ser desafiadora não apenas para quem vivencia os sintomas, mas também para familiares e cuidadores. O final do dia, que poderia ser um momento de descanso, muitas vezes se torna um período de maior tensão e sobrecarga emocional. E por mais que seja uma situação desafiadora, a resiliência e serenidade ajudam a tornar o momento mais leve para todos.


Como lidar com a síndrome do pôr do sol?


Embora não exista uma solução única, algumas estratégias podem ajudar:


  • Manter uma rotina estruturada: horários regulares para refeições, atividades e sono.

  • Aproveitar a luz natural: exposição à claridade do dia ajuda a regular o relógio biológico.

  • Criar um ambiente tranquilo e seguro: reduzir barulhos, excesso de estímulos, iluminar bem os espaços e manter livre de objetos que possam representar riscos.

  • Promover atividades relaxantes: música suave, leitura ou exercícios de respiração podem ajudar.

  • Atenção ao sono: evitar cafeína e cochilos longos durante o dia.

  • Buscar orientação especializada: há estratégias clínicas voltadas para amenizar os sintomas e promover bem-estar.


Conclusão


A síndrome do pôr do sol é um fenômeno complexo que exige paciência, compreensão e estratégias de cuidado. Reconhecer os sinais e agir de forma preventiva pode melhorar o bem-estar da pessoa idosa e também reduzir a sobrecarga dos cuidadores.


Na Nandarê, acreditamos que informação e acolhimento fazem toda a diferença para atravessar esses desafios com mais leveza e qualidade de vida. Por isso, estamos aqui para compartilhar conhecimento com experiência e empatia.


Referências


SÍNDROME DO PÔR DO SOL EM IDOSOS COM DEMÊNCIA: REVISÃO DE LITERATURA RESUMO. [s.l: s.n.]. Disponível em: <https://www.fcm.unicamp.br/comau/sites/default/files/2022-08/S%C3%8DNDROME%20DO%20P%C3%94R%20DO%20SOL%20EM%20IDOSOS%20COM%20DEM%C3%8ANCIA.pdf>.

SILVA, M. W. B. et al. Sundown syndrome and symptoms of anxiety and depression in hospitalized elderly. Dementia & Neuropsychologia, v. 11, n. 2, p. 154–161, jun. 2017.


Redigido por

Sabrina Oura - Estagiária em Gerontologia


Revisado por

Audrey Ricetto - Gerontóloga

 
 
 

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